As peças teatrais acontecerão no Teatro Municipal de São Carlos nos dia 3, 4 e 5 de agosto e no Teatro Florestan Fernandes dia 6 de agosto.

O Alienista
Grupo Garbo- RJ

“…Em outros termos; demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura. A razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades; fora daí insânia, insânia e só insânia…”

Partindo dessa premissa, Simão Bacamarte empreende sua jornada e constrói sua teoria a respeito das patologias da mente. Mergulha em sua pesquisa profunda e honestamente, sem imaginar as conseqüências de seus procedimentos. A partir daí constrói e destrói relações, reafirma e critica sua própria teoria, destrói as primeiras conclusões e constrói outras, que por sua vez levarão a outras novas.

Construir e destruir; eis aí uma qualidade humana que a razão nos proporciona. Vivemos sempre nessa via antagônica, construindo e destruindo, para de novo construir, e outra vez destruir, assim desenhando nossa estrada pela História.
Me parece que somos o único animal que constrói para depois destruir, isto porque somos dotados da tão exaltada razão, este conceito que nos distingue dos irracionais. E assim não somos? Desenvolvemos o conhecimento nuclear, que gera energia e desenvolvimento em inúmeras áreas, e esse mesmo conhecimento nos possibilita destruir em um átimo. Vivemos a construir nossos amores e famílias, e também a destruí-los em prol de outros amores e famílias. Construímos nossos edifícios, e depois os destruímos para construir outros mais altos. Assim faz Simão Bacamarte na busca das fronteiras entre a razão e a loucura, chegando a destruir seu próprio casamento para – é lógico – depois o reconstruir. Mas escapou do ilustre médico um pequeno detalhe; não existe tal fronteira. Em seu gigantesco conhecimento, rói um pequeno verme de ignorância. Esta ínfima lacuna é incapaz de ser preenchida, e assim seu destino é a solidão total e absoluta; um sábio encarcerado na Casa Verde de sua sabedoria.
Assim é também minha leitura esquizofrênica de “O Alienista”. Solitário no palco vivo a construir os personagens, mas preciso desmontá-los em favor de outros, mas preciso também voltar aos primeiros, que abandono quando surgem outros novos, e nesse vórtice de personalidades só um destino é possível: a solidão extrema de Simão Bacamarte, encarcerado em sua própria criação. Porém esta solidão não tem nada de solidão; estou com todos os Padres Lopes, todas as Evaristas, todos os Porfírios e Crispins, que são todos os espectadores. E todos somos Simão, buscando sempre separar em nossas mentes, o que é certo e o que é errado, o que é razão e insanidade. E assim continuamos solitários nesse mundo, já que só nós somos possuidores das chamadas “luzes da razão”.

Gustavo Ottoni

O Rio, o Poeta e a Cidade
Grupo só com Experiência- Estação Ciência-SP

Intervenção videomusicocorporal livre sobre a poesia de Mario de Andrade, A Meditação sobre o rio tiete.

Concepção e direção:
Cauê Mattos

Ar vital! Quem o descobriu? (adaptada do livro Oxigênio)
Tubo de Ensaio- UECE- CE

A peça encena um encontro fictício entre os três cientistas, que se deslocam, com as respectivas esposas, a Estocolmo, em 1777, a convite do Rei, tendo como o objetivo deste encontro, resolver a seguinte questão. “Quem descobriu o oxigênio?” As mulheres desempenham um papel de destaque na peça, revelando as suas vidas e as dos seus maridos, em várias ocasiões. Através do olhar feminino, a peça Ar Vital! Quem o Descobriu? discute questões que envolvem o mundo da ciência: o reconhecimento público e a importância de ser o primeiro neste jogo de poder, conhecimento e vaidade. No Julgamento de Estocolmo, os três cientistas recriam as experiências que executaram aquando da descoberta do oxigênio e tecem argumentos no sentido de lhes ser atribuído tal feito. Nesta versão da peça oxigênio, o grupo tubo de ensaio empregou sotaque nordestino e incluiu os personagens de Zidane como carrasco e Luiz Gonzaga como a figura do rei.

A Química das paixões imperfeitas

Química em cena- UFRN- RN

A peça “Química das paixões imperfeitas” baseado no livro de Luciano Arcella, conta a estória de um barman alquimista que passa a maior parte do seu tempo desenvolvendo coquetéis que proporcionam uma falsa alegria e felicidadeà seus clientes. A peça se desenrola num bar e mostra a transição da alquimia para química moderna, que se mostra presente na figura do professor de Química Gerry.

No decorrer da peça ocorre um romance entre o professor e Maria, uma bela e atraente mulher, eles são comovidos pelo sofrimento de Dália, esposa e escrava do alquimista, na tentativa de se libertarem dos perigosos coquetéis do alquimista, eles se juntam e planejam o fim da alquímica e ascendência da Química.

O Romance mistura comédia e química, encenado sob o desenvolvimento de vários experimentos que mostram a química no dia-a-dia. É um espetáculo direcionado ao público estudante, e visa minimizar as barreiras que distanciam a química dos mesmos.

Dançando com o Universo

Letrafisic- UFMA- MA

Livre inspiração na obra de Marcelo Gleiser – A dança do universo. Contamos a evolução do pensamento Científico em relação à disciplina Física. Esta peça é composta de 5 atos, os quais narram episódios desde os mitos da criação, passando pelo pensamento dos gregos, narram episódios do
Renascimento científico terminando com fatos correspondentes ao período de desenvolvimento da
mecânica quântica.

O Cabaré Químico

Fanáticos da Química- UERN- RN

Nesta peça o grupo faz uma leitura pessoal da história da cidade de Mossoró-RN. Nesta vários
fatos marcantes e oficialmente registrados e cultuados na sociedade Mossoroense são contados ao
lado de outros, conhecidos oralmente e pouco divulgados, como o famoso cabaré de dona Bilica,
recanto de prostituição mais famoso da região, por onde passaram praticamente todos os poderosos
do século passado e também milhares de pobres anônimos; o beco das frutas, local boêmio da cidade, zona de baixo meretrício da cidade e a devoção a santa padroeira da cidade, Santa Luzia. A junção dos fatos históricos cultuados com os anônimos é feita pelas figuras pitorescas e históricas da cidade, ou seja, um bêbado (Miolo), um valentão nascido na cidade (Zé de Bereba), duas prostitutas anônimas (Shirley e Bereba), a dona do cabaré (Bilica) um político puxa saco (Rodofinho), uma policial autoritária (Damiana), um trabalhador da cidade (Ciço de Preá), uma patricinha filha de um famoso coronel (Madalena) e um garçom que serve a todos com pedidos que são na verdade experimentos químicos. As evoluções dos fatos (cenas) ocorrem com o bêbado relembrando estes, para tentar conquistar a atenção de uma prostituta que, astuciosamente, para se negar a atendê-lo diz que naquele cabaré, finíssimo, as mulheres têm que ser conquistadas com histórias. Na apresentação das lembranças do bêbado são incluídos efeitos lúdicos marcantes, trazidos como pedidos de bebida do bêbado e que se tornam a grande atração do espetáculo.

Como ser um cientista?

Alquimia- UNESP- SP

O cientista. Uma figura tão celebre nos dias atuais. Uma figura que chega a ser idolatrada e colocada em patamares inalcançáveis a nós meros seres humanos. Afinal, ele é o grande responsável pelas maravilhas tecnológicas que vivenciamos diariamente. Cabelos despenteados, óculos fundo de garrafa e um jaleco branco. A nossa sociedade ama construir estereótipos, não é? Tudo isso nos leva a duas grandes perguntas: Quem pode ser um cientista? E qual caminho ele deve percorrer para dominar a ciência e descobrir seus segredos? Nesta peça apresentamos a história de um cientista desde os seus primeiros passos. Seus primeiros questionamentos. O carinho e amor dos pais na formação de sua mente. A influência da cidade aonde cresceu. Os primeiros amigos e a primeira professora. Enfim, toda travessia que leva um grande cientista àqueles pensamentos exímios que desbravam o desconhecido e se aproveitam do acaso para construir a ciência.

Além da lenda

Grupo Ouroboros- UFSCar- SP

Na peça Além da lenda, a história da química é abordada de maneira divertida e ao mesmo tempo
instrutiva. Um aluno e sua professora presenciam a luta entre magia e ciência para salvar o rei Arthur que foi ferido em batalha. A peça estreou em 2005 e ganhou acrobacias circenses na montagem de 2007. O espetáculo conta com 20 personagens, entre reis, cavaleiros, alquimistas, fadas, bruxas, um aluno e sua professora. O cenário está dividido em duas partes, sendo composto por duas mesas com experimentos que são realizados durante a peça. As danças coreografadas e o bom humor na interpretação dos personagens fazem da peça de 1h e 15 min ideal para ser apresentada em eventos científicos, levando descontração e informação à plateia. A divulgação científica proposta pela peça está na explicação das diversas reações que aparecem em cena, como oxidação-redução, reações ácido-base, entre outras, além de falar sobre a história da química, alquimia e Iatroquímica.

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